...Ambíguo...
Amigo, só desse lado, que rua que passo, vejo dois lados.
Dois lados que aparentemente se juntam, mas, que do lado que estou,
parecem tão distantes.
Talvez não sejam ruas, talvez sejam braços dos rios indo para o mar.
Um caminho torto... Cheio de pedras...
Caíste num buraco...
O buraco mais fundo que sentiste...
Talvez por ser o único que presenciaste...
E desse buraco, vemos a nossa era, que tem todos os lados, que ao lado do
tempo não nos deixa, parar.
E se pararmos?
E se desse tempo? E se o buraco parasse de crescer, parasse de afundar?
O ar voltaria? A terra sairia da garganta seca, asfixiada? Ou nós não nos
permitiríamos viver sem o tempo pra matar?
E se esse tempo parasse agora... Todos intactos em sua vida momentânea do
momento presente... Não sentiríamos fome, não sentiríamos sede...
A vida estaria intacta...
Não haveria o envelhecer...
E se envelhecesse, gostaria que fosse, com duas velas, dois amigos,
álcool, e toda eternidade pela frente.
Eu quero o calor de uma vela, ajudando o álcool.
A eternidade. Meus amigos são.
(Evellyn, Lincon e Rodrigo)
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