[alter ego]
Shansker Lee

Sigmund Floyd

...Ambíguo... Amigo, só desse lado, que rua que passo, vejo dois lados. Dois lados que aparentemente se juntam, mas, que do lado que estou, parecem tão distantes. Talvez não sejam ruas, talvez sejam braços dos rios indo para o mar. Um caminho torto... Cheio de pedras... Caíste num buraco... O buraco mais fundo que sentiste... Talvez por ser o único que presenciaste... E desse buraco, vemos a nossa era, que tem todos os lados, que ao lado do tempo não nos deixa, parar. E se pararmos? E se desse tempo? E se o buraco parasse de crescer, parasse de afundar? O ar voltaria? A terra sairia da garganta seca, asfixiada? Ou nós não nos permitiríamos viver sem o tempo pra matar? E se esse tempo parasse agora... Todos intactos em sua vida momentânea do momento presente... Não sentiríamos fome, não sentiríamos sede... A vida estaria intacta... Não haveria o envelhecer... E se envelhecesse, gostaria que fosse, com duas velas, dois amigos, álcool, e toda eternidade pela frente. Eu quero o calor de uma vela, ajudando o álcool. A eternidade. Meus amigos são. (Evellyn, Lincon e Rodrigo)

[Banda]
Zínia Watts
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Pasio Íncubos


segunda-feira, 2 de junho de 2008


O que faz um dia?

Eu achava antes que estava sozinho demais para me fazer companhia.
Até que meus velhos amigos, sempre eles, me recordaram que não.
Talvez eu até seja dependente de certas atenções, mas não me sinto mal correspondido.
Mesmo quando ninguém pode, ou não quer falar comigo.
Como tudo que é feito, nada pode ser perfeito.
Principalmente nos dias de hoje, quando cada pessoa tem, pelo menos um, aparelho celular.
(até me chamaram de sortudo por roubarem o meu).

Todos temos nossas crises. Todos temos nossos próprios problemas.
Todos temos afazeres. Todos temos obrigações.
E é ótimo sair assim e compartilhar tudo.

Essa foi uma tarde e uma noite boa.
E eu só vou voltar a estragar meu dia amanhã.

http://pasioincubos.weblogger.net/2008/6/2/cherry.bmp



"Quero saber se você vem comigo
a não andar e não falar,
quero saber se ao fim alcançaremos
a incomunicação; por fim
ir com alguém a ver o ar puro,
a luz listrada do mar de cada dia
ou um objeto terrestre
e não ter nada que trocar
por fim, não introduzir mercadorias
como o faziam os colonizadores
trocando baralhinhos por silêncio.
Pago eu aqui por teu silêncio.
De acordo, eu te dou o meu
com uma condição: não nos compreender."

Pablo Neruda






alter ego: Rodrigo - 0:04
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